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Relatório trimestral · Edição T4 2026

Rendas em Portugal: relatório trimestral Aluseg, edição T4 2026

  • Fonte: INE
  • Dados até ao 2.º trimestre de 2026
  • Publicado em outubro de 2026

2.º trimestre de 2026

O trimestre em quatro números

Renda mediana nacional dos novos contratos no 2.º trimestre de 2026 (INE)
10,17 €/m²
Subida face ao 2.º trimestre de 2025 (INE). No 1.º trimestre tinha sido +9,1%
+10,2%
Novos contratos de arrendamento no trimestre, +0,4% num ano (INE)
35 407
dos concelhos com dados fiáveis (155 de 176): a renda de um T2 subiu mais do que 2,56%, o coeficiente legal de 2027, em 12 meses
88%

Os 5 números do trimestre

  1. A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal chegou aos 10,17 €/m² no 2.º trimestre de 2026, mais 10,2% do que um ano antes. A subida acelerou face ao 1.º trimestre (+9,1%). Fonte: INE.
  2. O mercado sobe quase quatro vezes mais depressa do que a lei permite nos contratos em vigor: +10,2% nos novos contratos, contra um coeficiente de atualização de 2,56% para 2027. Fonte: INE; Aviso n.º 24199/2026/2.
  3. Em 155 dos 176 concelhos com dados fiáveis (88%), a renda de um T2 subiu mais de 2,56% nos 12 meses até ao 2.º trimestre de 2026. No concelho mediano, a subida foi de 9,3%. Fonte: Aluseg, a partir de dados do INE.
  4. Lisboa continua a ser o concelho mais caro (17,79 €/m²), mas subiu 5,1%, metade do ritmo nacional. Num T2, a estimativa Aluseg é de 1.473 €/mês (+2,1%), a menor subida dos 22 grandes concelhos com dados fiáveis. Fonte: INE; estimativa Aluseg para o T2.
  5. Os preços sobem com um volume de contratos estável: 35 407 novos contratos no trimestre, +0,4% face ao mesmo trimestre de 2025. Fonte: INE.

Parte 1

O trimestre: 2.º trimestre de 2026

Portugal

A renda mediana dos novos contratos de arrendamento foi de 10,17 €/m² no 2.º trimestre de 2026: +10,2% face ao mesmo trimestre de 2025 (no 1.º trimestre, a variação homóloga tinha sido de +9,1%) e +7,5% face ao 1.º trimestre de 2026. Foram celebrados 35 407 novos contratos, mais 0,4% do que um ano antes.

As regiões (NUTS III) mais caras

NUTS III Renda mediana (2.º trim. 2026)
Grande Lisboa 15,24 €/m²
Região Autónoma da Madeira 12,78 €/m²
Península de Setúbal 11,99 €/m²
Algarve 11,56 €/m²
Área Metropolitana do Porto 10,83 €/m²
Portugal 10,17 €/m²

Entre os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, Lisboa tem o valor mais alto (17,79 €/m², +5,1%) e Guimarães a maior subida homóloga (+20,7%). Valores para o conjunto das tipologias.

Fonte: INE, destaque de 29 de setembro de 2026 sobre as rendas da habitação no 2.º trimestre de 2026 (documento do INE). Valores citados tal como publicados.

Os grandes concelhos: variação da renda de um T2 num ano

Linha = coeficiente legal de atualização de 2027 (2,56%). Escala de 0% a 25%.
  • Santa Maria da Feira+20,7%
  • Funchal+18,0%
  • Loures+14,2%
  • Vila Nova de Famalicão+10,0%
  • Braga+9,9%
  • Sintra+9,3%
  • Vila Franca de Xira+8,9%
  • Maia+8,8%
  • Amadora+7,9%
  • Cascais+7,3%
  • Gondomar+7,2%
  • Seixal+6,9%
  • Matosinhos+6,8%
  • Oeiras+6,7%
  • Setúbal+5,9%
  • Coimbra+5,7%
  • Almada+5,7%
  • Leiria+5,1%
  • Porto+4,3%
  • Vila Nova de Gaia+4,1%
  • Odivelas+3,7%
  • Lisboa+2,1%

Guimarães e Barcelos não aparecem: no 2.º trimestre de 2026, o número de contratos de T2 é insuficiente para um valor fiável.

Os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes

# Concelho Renda T2 (2.º trim. 2026) €/m² Variação homóloga
1 Lisboa 1.473 € 17,33 +2,1%
2 Cascais 1.417 € 16,67 +7,3%
3 Oeiras 1.331 € 15,66 +6,7%
4 Funchal 1.246 € 14,66 +18,0%
5 Almada 1.166 € 13,72 +5,7%
6 Odivelas 1.125 € 13,23 +3,7%
7 Amadora 1.123 € 13,21 +7,9%
8 Porto 1.109 € 13,05 +4,3%
9 Loures 1.100 € 12,94 +14,2%
10 Matosinhos 1.048 € 12,33 +6,8%
11 Sintra 1.000 € 11,76 +9,3%
12 Setúbal 995 € 11,71 +5,9%
13 Vila Franca de Xira 989 € 11,63 +8,9%
14 Seixal 982 € 11,55 +6,9%
15 Vila Nova de Gaia 881 € 10,37 +4,1%
16 Maia 828 € 9,74 +8,8%
17 Coimbra 811 € 9,54 +5,7%
18 Gondomar 785 € 9,24 +7,2%
19 Braga 766 € 9,01 +9,9%
20 Leiria 684 € 8,05 +5,1%
21 Santa Maria da Feira 659 € 7,75 +20,7%
22 Vila Nova de Famalicão 658 € 7,74 +10,0%
– Guimarães amostra insuficiente – –
– Barcelos amostra insuficiente – –

Os valores desta tabela referem-se a um T2 (série trimestral do INE por tipologia). Os valores do INE citados acima (Lisboa 17,79 €/m², Guimarães +20,7%) referem-se ao conjunto das tipologias, por isso diferem. Dados completos: CSV dos 24 municípios.

Parte 2

Os últimos 12 meses (até ao 2.º trimestre de 2026): todos os concelhos

Dos 221 concelhos com valor na série de 12 meses, 176 têm uma estimativa de confiança alta ou média. Nesses 176 concelhos:

  • a renda de um T2 subiu mais de 2,56% (o coeficiente legal de 2027) em 155 (88%);
  • subiu 10% ou mais em 78;
  • desceu em 13;
  • a variação do concelho mediano foi de +9,3%.

Os rankings abaixo só incluem os 120 concelhos com pelo menos 100 novos contratos em 12 meses (confiança alta), para que amostras pequenas não dominem a lista.

As maiores variações acontecem sobretudo em mercados pequenos, com rendas de partida baixas e poucos contratos: uma diferença de algumas dezenas de euros pesa muito em percentagem. Os 24 grandes concelhos têm a sua própria série trimestral (Parte 1) e não entram nesta lista.

As 10 maiores subidas

# Concelho Distrito Renda T2 (12 meses até ao 2.º trim. 2026) €/m² Variação homóloga
1 Sines Setúbal 1.367 € 16,08 +29,1%
2 Coruche Santarém 608 € 7,15 +23,6%
3 Soure Coimbra 517 € 6,08 +21,4%
4 Câmara de Lobos Madeira 673 € 7,92 +20,6%
5 Nelas Viseu 442 € 5,20 +17,9%
6 Gouveia Guarda 316 € 3,71 +17,5%
7 Marco de Canaveses Porto 427 € 5,03 +17,0%
8 Óbidos Leiria 767 € 9,02 +16,7%
9 Ribeira Grande Açores 503 € 5,92 +16,7%
10 Mira Coimbra 552 € 6,50 +16,7%

Sines é o caso à parte: com 1.367 € por um T2, é o concelho mais caro de toda a série de 12 meses (que não inclui os 24 grandes municípios) e, ainda assim, um dos que mais subiu (+29,1%).

As 10 maiores descidas

# Concelho Distrito Renda T2 (12 meses até ao 2.º trim. 2026) €/m² Variação homóloga
1 Sobral de Monte Agraço Lisboa 628 € 7,39 −4,8%
2 São Brás de Alportel Faro 570 € 6,70 −4,7%
3 Oliveira de Frades Viseu 429 € 5,05 −2,5%
4 Arganil Coimbra 397 € 4,67 −2,2%
5 Alcácer do Sal Setúbal 708 € 8,33 −1,7%
6 Salvaterra de Magos Santarém 545 € 6,41 −0,4%
7 Santa Comba Dão Viseu 444 € 5,22 +0,5%
8 Santo Tirso Porto 451 € 5,31 +0,9%
9 Tábua Coimbra 400 € 4,70 +1,0%
10 Estremoz Évora 470 € 5,53 +2,4%

Só concelhos com pelo menos 100 novos contratos em 12 meses (confiança alta). Os concelhos com ligação têm uma página própria, com as rendas por tipologia e a evolução. Todos os concelhos: rendas por concelho e o CSV completo.

Para jornalistas

«Os novos contratos estão a subir quase quatro vezes mais depressa do que o limite legal. Com rendas de contratos reais, e não preços de anúncios, queremos que o senhorio saiba quanto pode pedir e atualizar, e que o inquilino saiba se está a pagar o preço justo. É esse o papel de um terceiro de confiança no arrendamento em Portugal.»

Paulo, Aluseg

Como citar: «Fonte: Relatório trimestral de rendas Aluseg, edição T4 2026, a partir de dados do INE.»

Licença CC BY 4.0. Os dados e os gráficos deste relatório podem ser reproduzidos e adaptados sem pedido prévio, com a citação acima e uma ligação para esta página.

Dados para descarregar (CSV, UTF-8, separador vírgula, ponto decimal):

Os valores de confiança baixa ficam em branco no ficheiro: não os publicamos.

Contacto e pedidos de recortes (distrito, concelho, tipologia): hello@aluseg.com.

Aluseg é uma plataforma portuguesa para senhorios: contratos de arrendamento, gestão das rendas e das atualizações anuais, análise de solvência de inquilinos e simulador de rendas. aluseg.com

Metodologia e fontes

Edição e período. Edição T4 2026 do relatório trimestral de rendas Aluseg, publicada em outubro de 2026. Os dados vão até ao 2.º trimestre de 2026, o último trimestre publicado pelo INE à data. Cada edição fica com os seus números; a seguinte terá uma página nova.

Fontes. (1) INE, destaque de 29 de setembro de 2026 sobre as rendas da habitação no 2.º trimestre de 2026 (documento do INE): valores nacionais, NUTS III e dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, para o conjunto das tipologias, citados tal como publicados. (2) INE, Estatísticas de Rendas da Habitação ao nível local, através da base de dados do simulador de rendas Aluseg (extração de 7 de outubro de 2026): valores por concelho. São rendas de novos contratos de arrendamento, não preços pedidos em anúncios.

Valores por concelho. Apartamentos não mobilados, ao nível do concelho. O INE publica a mediana do €/m². A renda mensal de um T2 é uma estimativa Aluseg: o €/m² aplicado a uma área de referência de 85 m². Na série de 12 meses, o €/m² do concelho é ajustado pelos rácios por tipologia da NUTS III; na série trimestral dos 24 grandes municípios, o INE publica o €/m² por tipologia. A variação homóloga compara a renda de um T2 com a do mesmo período um ano antes (2.º trimestre de 2025, ou 12 meses até ao 2.º trimestre de 2025). São os mesmos dados e o mesmo método das páginas por concelho.

Confiança. Cada estimativa tem um nível de confiança (alta, média ou baixa) que depende do número de contratos. Os rankings só incluem estimativas de confiança alta (pelo menos 100 novos contratos em 12 meses). As contagens nacionais incluem também a confiança média (30 a 99 contratos). Os valores de confiança baixa não são publicados.

Coeficiente legal. O coeficiente de atualização das rendas para 2027 é de 1,0256 (2,56%), segundo o Aviso n.º 24199/2026/2. Aplica-se aos contratos em vigor, não aos novos contratos.

Mais séries no Índice de Rendas Aluseg.

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