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Vistoria de entrada no arrendamento: checklist e modelo grátis

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  • PT e bilingue PT/EN
  • PDF + Word editável
  • 100% gratuito

Modelo gratuito

A vistoria de entrada no arrendamento é o registo, divisão a divisão, do estado do imóvel no momento em que este é entregue ao Arrendatário — a única prova capaz de sustentar, meses ou anos depois, uma retenção de caução por danos na saída. Sem este auto assinado por ambas as partes, o Código Civil até presume que o imóvel foi entregue em bom estado, mas essa presunção não chega para provar o valor concreto de um dano na vistoria de saída: sem fotografias e um registo datado à entrada, qualquer discrepância vira uma discussão cara e sem prova documental. Este modelo cobre todas as divisões típicas de um imóvel arrendado, as leituras dos contadores e a entrega de chaves, pronto a imprimir e assinar no próprio dia da entrega. Descarregue gratuitamente em PDF e Word, ou preencha o auto diretamente no telemóvel — com fotografias e assinatura digital — na aplicação Aluseg.

  • Checklist com as divisões típicas de um imóvel arrendado (hall, sala, cozinha, quartos, casas de banho, varanda, arrecadação, garagem)
  • Escala de estado normalizada — Novo, Bom, Razoável, Usado, Danificado
  • Tabela de leituras dos contadores de eletricidade, gás e água
  • Registo de chaves, badges e comandos entregues ao Arrendatário
  • Declaração de conformidade e assinaturas do Senhorio e do Arrendatário, prontas a imprimir

Descarregar grátis: Auto de vistoria — entrada

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O que é a vistoria de entrada e quando fazer

A vistoria de entrada regista o estado do imóvel à entrada do inquilino — paredes, chão, equipamento, contadores — no momento em que as chaves lhe são entregues. Deve ser feita no próprio dia da entrega, com as duas partes presentes sempre que possível, e assinada por ambas antes de o Arrendatário se mudar. É o ponto de partida de qualquer arrendamento habitacional e a referência usada, no final do contrato, para comparar com a vistoria de saída.

O que inclui este modelo de auto de vistoria

  • Identificação do imóvel, do contrato e das partes presentes
  • Tabela com as divisões típicas — hall, sala, cozinha, até três quartos, duas casas de banho, varanda, arrecadação e garagem — mais linhas em branco para divisões extra
  • Escala de estado normalizada, de Novo a Danificado
  • Leituras dos contadores de eletricidade, gás e água
  • Registo de chaves, badges e comandos entregues
  • Espaço para observações gerais e assinaturas de ambas as partes

Cada divisão tem uma linha própria, para que o estado registado à entrada sirva de comparação direta, item a item, com a vistoria de saída no final do contrato.

Como preencher o checklist de estado do imóvel passo a passo

  1. Preencha a identificação do imóvel, a referência do contrato e a data da vistoria.
  2. Percorra o imóvel divisão a divisão, atribuindo um estado — Novo, Bom, Razoável, Usado ou Danificado — a cada uma e anotando observações específicas.
  3. Registe as leituras dos contadores de eletricidade, gás e água.
  4. Conte e anote as chaves, badges e comandos entregues.
  5. Tire fotografias de apoio a cada divisão e assinale a caixa correspondente.
  6. Reveja as observações gerais e assinem ambas as partes, com data e local.

Base legal e prazos da vistoria de entrada

A lei portuguesa não obriga formalmente à realização de uma vistoria. O que a lei diz é outra coisa, e é por isso que a vistoria interessa: o artigo 1043.º, n.º 2 do Código Civil presume que a coisa foi entregue ao arrendatário em bom estado de manutenção quando não exista documento em que as partes tenham descrito o seu estado ao tempo da entrega. Essa presunção protege o Senhorio quanto ao ponto de partida, mas não substitui a prova do dano concreto na saída — e é aí que a vistoria de entrada, com fotografias e assinaturas datadas, faz a diferença. Sem ela, uma retenção de caução torna-se muito mais difícil de sustentar perante um Arrendatário que a conteste.

Note-se que a caução tem um teto legal: o artigo 1076.º, n.º 2 do Código Civil permite caucionar o cumprimento das obrigações até ao valor correspondente a duas rendas. É mais uma razão para documentar bem o estado inicial — a margem para cobrir danos é limitada e não se alarga cobrando mais dinheiro à entrada.

Ao reter valores da caução no final do contrato, discrimine sempre os montantes por divisão e junte orçamentos ou faturas de reparação: não há norma que permita uma retenção genérica, e é a vistoria de entrada — detalhada e comparável com a de saída — que dá sustento a essa discriminação.

Erros a evitar na vistoria de entrada

  • Não fazer vistoria de entrada — só a de saída — deixa o Senhorio sem termo de comparação para provar danos.
  • Descrições vagas como bom estado geral, sem detalhar cada divisão, que não resistem a uma contestação.
  • Não tirar fotografias datadas de apoio às observações escritas.
  • Esquecer as leituras dos contadores, essenciais para repartir corretamente consumos entre inquilinos.
  • Só uma das partes assinar, ou assinar sem a presença efetiva do Arrendatário.
  • Não entregar uma cópia assinada ao Arrendatário — ambas as partes devem ficar com o mesmo documento.

Perguntas frequentes

A vistoria de entrada é obrigatória por lei?
Quem deve estar presente na vistoria de entrada?
Que diferença faz a vistoria de entrada na devolução da caução?
Posso fazer a vistoria de entrada no telemóvel em vez de papel?

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