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Inventário do imóvel arrendamento — modelo grátis em PDF e Word

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Modelo gratuito

O inventário do imóvel arrendamento é o anexo ao contrato de arrendamento que lista, divisão a divisão, o mobiliário, os eletrodomésticos e os equipamentos existentes no imóvel, com quantidade e estado à data da entrega das chaves. Descarregue gratuitamente o modelo em PDF e Word, ou preencha os dados do imóvel e gere o documento já pronto na aplicação Aluseg.

  • Tabelas prontas por divisão, com os itens mais comuns já listados
  • Colunas de quantidade, estado e observações, com linhas em branco para acrescentar bens
  • Checklist final: fotografias, chaves e leituras de contadores
  • Modelo bilingue PT/EN disponível, além do PDF e Word em português

Descarregar grátis: Inventário do imóvel

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O que é o inventário do imóvel e quando usar

O inventário do imóvel é o anexo ao contrato de arrendamento que regista, divisão a divisão, o mobiliário, os eletrodomésticos e os equipamentos existentes no imóvel arrendado — com a quantidade e o estado de cada item à data de início do contrato. Usa-se sobretudo em arrendamento mobilado, preenchido no momento da entrega das chaves, em conjunto com a vistoria de entrada.

Enquanto a vistoria de entrada regista o estado das divisões, paredes, pavimentos e equipamentos fixos, o inventário foca-se nos bens móveis: o que está no imóvel e em que quantidade. Os dois documentos são complementares e, juntos, sustentam qualquer reclamação sobre a caução no final do arrendamento — sem um registo assinado por ambas as partes à entrada, é difícil provar o que faltou ou foi danificado à saída.

O que inclui este modelo de inventário do imóvel arrendamento

  • Cabeçalho com identificação do imóvel, referência do contrato, data e das partes.
  • Tabelas por divisão (hall, sala, cozinha, quartos, casa de banho, varanda, arrecadação e garagem) já com os itens mais comuns por divisão.
  • Colunas de quantidade, estado (Novo, Bom, Razoável, Usado, Danificado) e observações, com linhas em branco para acrescentar bens não listados.
  • Confirmações finais sobre fotografias, chaves e leituras de contadores.
  • Espaço de assinatura para o Senhorio e o Arrendatário, com data e local.

O modelo está disponível em versão só em português e em versão bilingue português/inglês, útil quando uma das partes não domina o português — por exemplo, em arrendamentos a estudantes ou trabalhadores estrangeiros.

Como preencher o inventário passo a passo

  1. Preencha o cabeçalho com a morada do imóvel, a referência do contrato, a data e os nomes das partes.
  2. Percorra o imóvel divisão a divisão, confirmando ou corrigindo os itens já listados em cada tabela.
  3. Registe a quantidade e o estado de cada bem, e acrescente nas linhas em branco os itens que faltarem — incluindo os que não pertencem a nenhuma categoria pré-definida.
  4. Tire fotografias de apoio, sobretudo a bens de maior valor ou já com algum desgaste, e identifique-as com o nome da divisão.
  5. Confirme as leituras dos contadores e a entrega das chaves nas confirmações finais.
  6. Assinem ambas as partes, no mesmo momento, e guardem cada uma uma cópia — em papel ou digitalizada.

Base legal e prazos

O arrendamento urbano rege-se pela Lei n.º 6/2006 (NRAU) e pelas regras gerais do Código Civil, que reconhecem às partes liberdade contratual para anexar ao contrato os documentos complementares que considerem úteis — como este inventário.

A norma que dá valor ao inventário é o artigo 1043.º do Código Civil: o arrendatário é obrigado a manter e restituir a coisa no estado em que a recebeu, ressalvadas as deteriorações inerentes a uma prudente utilização (n.º 1); e, na falta de documento onde as partes tenham descrito o estado dela ao tempo da entrega, presume-se que foi entregue em bom estado de manutenção (n.º 2). O inventário é precisamente esse documento — e é o que permite provar, item a item, o que existia e em que estado.

Daí decorre a ligação à caução: é sobre esta prova que assenta qualquer dedução por bens em falta ou danificados. Recorde-se que a caução tem um teto legal — até ao valor correspondente a duas rendas (artigo 1076.º, n.º 2 do Código Civil) —, pelo que um inventário rigoroso vale mais do que um valor de caução alto, que aliás a lei não permite.

Não existe um prazo legal específico para elaborar o inventário — a boa prática é fazê-lo no momento da entrega das chaves e atualizá-lo sempre que muda o inquilino.

Erros a evitar

  • Não fazer inventário em imóveis mobilados — sem registo, fica a palavra do Senhorio contra a do Arrendatário em caso de litígio sobre a caução.
  • Preencher o inventário mas esquecer as assinaturas de ambas as partes — sem assinatura, o documento perde grande parte do seu valor probatório.
  • Não tirar fotografias de apoio aos bens listados, sobretudo os de maior valor.
  • Confundir o inventário com a vistoria de entrada — são documentos complementares, não substitutos um do outro.
  • Não atualizar o inventário entre inquilinos, mantendo uma lista desatualizada face aos bens realmente existentes no imóvel.

Perguntas frequentes

O inventário do imóvel é obrigatório por lei?
Qual a diferença entre o inventário do imóvel e a vistoria de entrada?
O inventário do imóvel pode ser usado para reter a caução?
Posso criar o inventário online, já preenchido?

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