Rendas em Portugal cresceram 7,4% em 2025 — mais do triplo do limite legal

Análise das rendas medianas por concelho e tipologia em Portugal Continental e Ilhas, com base em 42 037 registos. O aumento legal permitido em 2026 é de apenas 2,24%.

Fonte: Índice de Rendas Aluseg (INE, rendas de habitação 2024 e 2025). Referência de tipologia: T2. Edição de julho de 2026.

As rendas de habitação em Portugal subiram, em média, 7,4% de 2024 para 2025 — mais do triplo do coeficiente de atualização legal de 2,24% que os senhorios podem aplicar aos contratos em vigor em 2026. O Índice de Rendas Aluseg reúne rendas medianas por concelho, distrito e tipologia, a partir de 42 037 registos (fonte primária: INE), incluindo já os dados do 1.º trimestre de 2026. Esta página é atualizada a cada novo trimestre.

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Subida da renda mediana nacional (T2) em 2025 — vs. 2,24% de coeficiente legal para 2026

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180 de 206 concelhos subiram acima do limite legal de 2,24%

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Maior subida concelhia: Vouzela (Viseu), de 362€ para 551€ num T2

A renda mediana nacional, por tipologia

Em todas as tipologias, a subida homóloga situou-se entre 7,3% e 7,5% — muito acima do limite legal aplicável às atualizações anuais.

Tipologia 2024 2025 Variação
T0 408€ 439€ +7,5%
T1 623€ 670€ +7,5%
T2 683€ 734€ +7,4%
T3 824€ 885€ +7,3%
T4+ 846€ 909€ +7,4%

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Atualização 2026: o que mostra o 1.º trimestre

Os dados mais recentes do INE (1.º trimestre de 2026, 24 concelhos urbanos) confirmam que as rendas continuam cerca de 7,7% acima do mesmo período do ano anterior. Mas, pela primeira vez, surge um sinal de arrefecimento: a renda mediana urbana recuou ligeiramente face ao pico do 4.º trimestre de 2025, e em 15 dos 24 concelhos a renda desceu no trimestre. A exceção é Lisboa, que continua a subir e ultrapassou os 1.600€ num T2.

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Subida homóloga média das rendas urbanas no 1.º trimestre de 2026

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concelhos urbanos onde a renda recuou face ao trimestre anterior — primeiro sinal de arrefecimento

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Lisboa continua a subir (+5,2% no trimestre) — a exceção que contraria a periferia

Renda mediana de um T2 nos 24 concelhos urbanos (série trimestral INE). Pico no 4.º trimestre de 2025.
2025 T1
931€
2025 T2
979€
2025 T3
996€
2025 T4
1012€
2026 T1
1002€

Variação homóloga (face a 2025-T1) e trimestral (face a 2025-T4) da renda mediana de um T2, por concelho:

# Concelho Renda T2 (2026-T1) Homóloga Trimestral
1 Lisboa 1617€ +8,9% +5,2%
2 Cascais 1424€ +3,9% -5,1%
3 Oeiras 1370€ +7,6% +1,3%
4 Almada 1278€ +18,3% +2,1%
5 Funchal 1247€ +9,8% +2,7%
6 Porto 1186€ +6,6% +0,3%
7 Odivelas 1163€ +5,3% -5,3%
8 Amadora 1136€ +4,3% -2,0%
9 Matosinhos 1056€ +12,3% +4,1%
10 Loures 1052€ +9,2% -7,0%
11 Seixal 1043€ +3,9% -1,9%
12 Vila Franca de Xira 1035€ +11,2% -1,3%
13 Sintra 1016€ +5,3% -3,9%
14 Setúbal 1007€ +4,2% -2,3%
15 Vila Nova de Gaia 902€ +6,8% -4,8%
16 Maia 887€ +12,5% +1,9%
17 Coimbra 854€ +6,9% +0,4%
18 Gondomar 801€ +13,0% -3,0%
19 Leiria 768€ +7,1% +7,5%
20 Braga 762€ +4,2% -2,2%
21 Santa Maria da Feira 639€ +8,1% -0,4%
22 Vila Nova de Famalicão 618€ +7,2% -2,9%
23 Barcelos 608€ -1,9% -5,9%
24 Guimarães 587€ +9,3% -1,9%

Nota: a série trimestral cobre 24 concelhos urbanos (capitais de distrito e áreas metropolitanas de Lisboa e Porto), amostra distinta da série anual nacional de 206 concelhos apresentada abaixo.

Subida das rendas por distrito (T2, 2024 → 2025)

Ordenado pela variação homóloga da renda mediana de um T2. A linha assinala o coeficiente legal de 2026 (2,24%): apenas Portalegre fica abaixo, e só a Madeira registou descida.

Linha amarela = limite legal de atualização 2026 (2,24%). Quase todos os distritos ficam muito acima.
Santarém
+14,0%
Açores
+12,5%
Braga
+11,4%
Coimbra
+10,2%
Guarda
+10,2%
Bragança
+10,2%
Leiria
+9,5%
Aveiro
+9,4%
Porto
+8,7%
Setúbal
+8,4%
Beja
+8,0%
Faro
+7,9%
Viana do Castelo
+7,0%
Viseu
+7,0%
Lisboa
+6,5%
Évora
+5,8%
Vila Real
+5,7%
Castelo Branco
+3,1%
Portalegre
+0,5%
Madeira
-4,9%

Os 15 concelhos onde a renda mais subiu

Variação homóloga da renda mediana de um T2 (concelhos com renda de referência superior a 350€). Vouzela lidera com uma subida de 52%.

# Concelho Distrito Renda T2 2025 Variação
1 Vouzela Viseu 551€ +52,3%
2 Amares Braga 546€ +33,0%
3 Monchique Faro 665€ +28,9%
4 Aljustrel Beja 697€ +28,1%
5 Velas Açores 551€ +26,3%
6 Porto de Mós Leiria 514€ +25,1%
7 Santo Tirso Porto 500€ +23,0%
8 Azambuja Lisboa 709€ +22,0%
9 Felgueiras Porto 440€ +21,6%
10 Vieira do Minho Braga 507€ +21,0%
11 Soure Coimbra 501€ +21,0%
12 Fafe Braga 436€ +19,6%
13 Vila Verde Braga 535€ +19,4%
14 Paredes de Coura Viana do Castelo 422€ +19,1%
15 Oliveira de Frades Viseu 493€ +17,9%

Onde arrendar custa mais

Renda mediana de um T2 em 2025, por concelho. Lisboa, Cascais e Funchal lideram; note-se que os concelhos mais caros subiram menos do que a média — a pressão está a deslocar-se para o interior e para a periferia.

# Concelho Renda T2 2025 Variação
1 Lisboa 1491€ +3,0%
2 Cascais 1358€ +3,1%
3 Funchal 1263€ +3,4%
4 Oeiras 1243€ +7,6%
5 Sines 1242€ +13,1%
6 Almada 1184€ +7,4%
7 Porto 1182€ +6,0%
8 Amadora 1112€ +7,3%

O que estes números significam para os senhorios

O contraste é claro: o coeficiente de atualização de 2026 (2,24%) permite subir muito pouco as rendas dos contratos em vigor, enquanto o mercado dos contratos novos subiu 7,4% num único ano. Esta diferença — o chamado “prémio de rotação” — é um dos fatores que está a moldar as decisões dos senhorios, e um dos temas centrais do novo regime do arrendamento aprovado em julho de 2026.

Para definir a renda certa (nem abaixo do mercado, nem acima do que o inquilino suporta), use dados reais: veja no Simulador de Mercado de Arrendamento o valor de referência do seu imóvel, e antes de assinar analise a solvência do inquilino.

Guias de mercado por distrito

Analise em detalhe as rendas, os concelhos e as tendências de cada distrito:

Lisboa · Porto · Braga · Setúbal · Faro · Coimbra · Aveiro · Leiria · Évora · Viseu · Viana do Castelo · Santarém · Castelo Branco · Guarda · Beja · Portalegre · Bragança · Vila Real · Madeira

Metodologia. O Índice de Rendas Aluseg agrega valores de rendas de habitação por concelho, distrito e tipologia (fonte primária: INE — Instituto Nacional de Estatística, séries de rendas de 2024 e 2025), num total de 42 037 registos. As variações apresentadas referem-se à tipologia T2, a mais representativa do mercado de arrendamento. O coeficiente de atualização anual de rendas para 2026 é de 1,0224 (+2,24%), fixado com base na inflação.

Utilização. Dados livres para utilização editorial com a citação «dados: Aluseg» e ligação para aluseg.com. Recortes por distrito ou tipologia disponíveis a pedido — hello@aluseg.com.

Aluseg — plataforma portuguesa para senhorios: contrato de arrendamento conforme o NRAU, análise de solvência de inquilinos e simulador de rendas. aluseg.com