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Nova lei do arrendamento 2026: o que muda e quando entra em vigor


Nova lei do arrendamento 2026: o que muda e quando entra em vigor

A nova lei do arrendamento 2026 ainda não está em vigor: é uma proposta do Governo (Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª), aprovada na generalidade a 30 de setembro de 2026 e agora em discussão na especialidade. Propõe despejos mais rápidos, rendas antigas atualizáveis e cauções sem teto, mas nada muda nos contratos de hoje.

Este guia serve senhorios e inquilinos: o que a proposta diz, em que fase está, quando pode entrar em vigor, onde ler o texto e o que já mudou de facto em 2026 (o IRS das rendas).

Última atualização: 16 de outubro de 2026. Estado: aprovada na generalidade, em discussão na especialidade. Acompanhamos cada votação e atualizamos esta página.

Estado atual (16/10/2026): aprovada na generalidade, ainda não é lei. A 30 de setembro de 2026, o Parlamento aprovou na generalidade a Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª (autorização legislativa para o Governo alterar o NRAU): votos a favor de PSD, IL e CDS-PP, abstenção do Chega, votos contra de PS, Livre, PCP, PAN, JPP e BE. A abstenção do Chega veio com um acordo assinado com o PSD para alterar o texto na especialidade em quatro pontos: limitar a exigência de rendas antecipadas e cauções, proteger os inquilinos idosos com contratos anteriores a 1990 (com compensação para os senhorios) e reforçar a resposta social e o fundo de emergência habitacional. Seguem-se a especialidade, a votação final global e o decreto-lei do Governo. Nada muda para os contratos assinados hoje.

O essencial em 30 segundos

  • A reforma foi aprovada em Conselho de Ministros a 9/07/2026 e aprovada na generalidade a 30/09/2026. Ainda não está em vigor e não há data de entrada em vigor.
  • Propostas principais: fim do travão de 2% nos contratos novos, 3 rendas antecipadas (hoje 2), caução sem limite (hoje 2 rendas) e despejo ao fim de 2 meses de incumprimento (hoje 3). Cauções e rendas antecipadas poderão ser limitadas na especialidade.
  • Não há decreto-lei nem publicação em Diário da República: o PDF que existe é o da proposta de lei.
  • O que já é lei em 2026 é outra coisa: o pacote fiscal do Decreto-Lei n.º 97/2026 (IRS de 10% nas rendas habitacionais até 2.300 €/mês).
Assembleia da República, onde decorre a especialidade da nova lei do arrendamento 2026
Fachada da Assembleia da República, em São Bento, Lisboa · Foto: Max Avans / Pexels

Em que fase está a nova lei do arrendamento

O calendário conhecido, segundo o Jornal Económico, a Renascença e o idealista (23/09/2026):

  1. 9 de julho de 2026 · concluídoAprovação em Conselho de Ministros

    O Governo aprova a proposta que dá origem à Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª, de autorização legislativa para alterar o NRAU.

  2. 12 de agosto de 2026 · concluídoEntrada na Assembleia da República

    A proposta dá entrada no Parlamento, com cerca de 75 páginas.

  3. 30 de setembro de 2026 · aprovado ✓Votação na generalidade no Parlamento

    Aprovada com votos a favor de PSD, IL e CDS-PP, abstenção do Chega e votos contra de PS, Livre, PCP, PAN, JPP e BE. As iniciativas dos outros partidos foram rejeitadas. Segue para a comissão.

  4. Agora · em cursoEspecialidade

    Discussão artigo a artigo na comissão parlamentar. É aqui que o acordo PSD–Chega tenta limitar rendas antecipadas e cauções. Os passos seguintes estão na secção abaixo.

Quando entra em vigor a nova lei do arrendamento?

Ainda não há data. Nenhuma fonte fiável indica quando a nova lei do arrendamento entra em vigor, e esta página não avança uma. Algumas notícias situam a publicação depois do debate do Orçamento do Estado para 2027, mas é uma expectativa, não um calendário oficial.

Como a Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª é uma autorização legislativa, o caminho tem seis passos, e só o último dá efeito às novas regras:

  1. Especialidade na comissão parlamentar. Discussão e votação artigo a artigo. É onde se negociam as quatro alterações do acordo PSD–Chega, incluindo limitar cauções e rendas antecipadas.
  2. Votação final global no plenário da Assembleia da República.
  3. Decreto-lei do Governo. Com a autorização aprovada, o Governo aprova o decreto-lei que altera de facto o NRAU, em Conselho de Ministros.
  4. Promulgação pelo Presidente da República.
  5. Publicação em Diário da República.
  6. Entrada em vigor na data que o decreto-lei fixar, com as suas regras de transição para os contratos em curso.

Até lá aplicam-se as regras atuais (Código Civil e NRAU) a todos os contratos, incluindo os que assinar agora. Se um contrato novo respeitar a lei em vigor, não precisa de ser refeito quando a reforma chegar: basta, se for caso disso, um aditamento ao contrato de arrendamento.

Nova lei do arrendamento 2026 em PDF e no Diário da República

O texto que existe hoje é a Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª do Governo. Foi aprovada em Conselho de Ministros a 9 de julho de 2026, deu entrada na Assembleia da República a 12 de agosto de 2026 e tem cerca de 75 páginas. Altera o Código Civil, o NRAU (Lei n.º 6/2006), o Código de Processo Civil e o Decreto-Lei n.º 157/2006 (obras em prédios arrendados).

Onde ler ou descarregar o PDF:

Não há decreto-lei nem Diário da República. A nova lei do arrendamento ainda não foi publicada no Diário da República. Qualquer PDF que circule como “decreto-lei da nova lei do arrendamento” é a proposta de lei ou o pacote fiscal do Decreto-Lei n.º 97/2026 (ver secção sobre o IRS). Quando o decreto-lei for publicado, ligamos aqui ao texto oficial no próprio dia.

O que diz a nova lei do arrendamento: o que muda para senhorios

Esta é a comparação entre a regra em vigor e a proposta, do ponto de vista do senhorio.

Tema Regra em vigor hoje Proposta (ainda não é lei)
Renda inicial de contratos novos Travão de 2% do Mais Habitação face à renda anterior do mesmo imóvel Fim do travão renda inicial livre
Rendas antecipadas Máximo 2 meses (art. 1076.º, n.º 1, do Código Civil) Até 3 meses poderá ser limitado na especialidade
Caução Máximo 2 rendas (art. 1076.º, n.º 2, do Código Civil) Sem limite legal poderá ser limitado na especialidade
Despejo por falta de pagamento 3 meses de incumprimento (regime do art. 1083.º do Código Civil) 2 meses
Renovação do contrato O senhorio não pode opor-se à primeira renovação antes de 3 anos (art. 1097.º, n.º 3, do Código Civil) Sem esperar os 3 anos
Rendas antigas (anteriores a 1990) Regime transitório, com atualização limitada Atualização consoante idade e rendimento anual do inquilino; proteção reforçada para idosos prevista no acordo PSD–Chega
Inquilinos desalojados Sem apoio específico neste regime Novo apoio social

Fim do travão de 2% nos contratos novos

O Mais Habitação limitou a renda inicial dos novos contratos em casas já arrendadas antes: a nova renda não podia subir mais do que um teto face à anterior. A proposta acaba com esse travão e a renda inicial volta a ser fixada pelo mercado.

Até a lei entrar em vigor, o travão continua a aplicar-se. Não confunda com a atualização anual dos contratos em curso, que segue o coeficiente do INE (ver abaixo) e as regras explicadas em o senhorio pode aumentar a renda?

Caução e rendas antecipadas: o que está proposto

Hoje, o art. 1076.º do Código Civil limita a caução a duas rendas e o pagamento antecipado a dois meses. A proposta eleva as rendas antecipadas para três e retira o teto à caução, que passaria a ser negociada entre as partes.

Atenção: é a proposta do Governo, que poderá ser limitada na especialidade. O acordo PSD–Chega prevê limitar a exigência de rendas antecipadas e cauções face ao alargamento proposto.

Não peça hoje mais do que 2 rendas de caução. Enquanto a lei não mudar, uma cláusula acima do limite atual é contestável pelo inquilino. Veja as regras em vigor no guia da caução no arrendamento: limite e devolução.

Despejos: de 3 para 2 meses de rendas em atraso

É a mudança com mais impacto prático. A falta de pagamento que permite resolver o contrato passa de três para dois meses, encurtando o tempo até o senhorio poder avançar.

O prazo exato e a forma de contagem dependem do texto final: até lá, conte com a regra atual do Código Civil (art. 1083.º, n.º 3).

O resto do caminho (comunicação ao inquilino, Balcão do Arrendatário e do Senhorio, tribunal) continua a exigir contrato escrito, registado na AT, e comunicações bem feitas. Veja quanto tempo demora hoje em quanto tempo demora um despejo em Portugal e o passo a passo no guia do despejo de inquilino em 2026.

Rendas antigas: atualização por idade e rendimento

Os contratos anteriores a 1990 transitariam para o NRAU, com a renda atualizada em função da idade e do rendimento do inquilino e com proteção dos inquilinos idosos. O acordo PSD–Chega prevê proteger os mais vulneráveis, com um regime de compensação para os senhorios. Os critérios finais dependem da especialidade.

Se tem um contrato destes, o primeiro passo é reunir a caderneta predial (VPT) e os dados do contrato, para simular o impacto assim que o texto final for conhecido.

Novo apoio social para inquilinos desalojados

Em contrapartida, a proposta cria um novo apoio social para inquilinos desalojados (idealista, 23/09/2026). O acordo PSD–Chega prevê aprofundar esta resposta social e reforçar o fundo de emergência habitacional. Os valores e as condições só serão conhecidos no texto final.

O que muda para inquilinos

Para quem arrenda, a proposta é menos favorável do que o regime atual em vários pontos. Nenhum se aplica hoje: a coluna do meio é a lei em vigor.

Tema Hoje Proposta (ainda não é lei)
Caução e rendas antecipadas Caução até 2 rendas e antecipação até 2 meses (art. 1076.º do Código Civil) Até 3 rendas antecipadas e caução sem teto; o acordo PSD–Chega prevê limitar ambas
Despejo por falta de pagamento Resolução com mora igual ou superior a 3 meses (art. 1083.º, n.º 3) A partir de 2 meses de atraso
Renovação do contrato O senhorio não pode opor-se à primeira renovação antes de 3 anos (art. 1097.º, n.º 3) Senhorio pode opor-se à renovação sem esperar os 3 anos
Contratos anteriores a 1990 e proteção 65+ Proteção do arrendatário com 65+ anos ou deficiência igual ou superior a 60% (art. 36.º do NRAU e Lei n.º 13/2019) Transição para o NRAU com atualização da renda e proteção de idosos prevista no acordo PSD–Chega
Renda inicial de contratos novos Travão de 2% face à renda anterior Fim do travão
Inquilinos desalojados Sem apoio específico neste regime Novo apoio social

A Deco e as associações de inquilinos criticam sobretudo as cauções sem teto e os prazos de despejo mais curtos. Mas a especialidade ainda pode mudar o texto.

O que pode fazer já como inquilino

  1. Guarde os recibos de renda. São a prova de pagamento e abrem a porta a apoios e à dedução no IRS. Saiba o que deve receber em recibo de renda eletrónico.
  2. Confirme que o contrato está registado nas Finanças e que a caução não excede 2 rendas. Verifique o seu contrato gratuitamente.
  3. Conheça os seus limites e direitos: o guia dos direitos do inquilino e quem não pode ser despejado.
  4. Se quiser sair, respeite os prazos de aviso em rescisão do contrato de arrendamento: prazos e use a carta de rescisão.
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Nova lei do arrendamento e IRS: o que já mudou em 2026

A nova lei do arrendamento e o IRS são dois temas separados. A reforma do NRAU não altera o IRS das rendas. O que mudou o IRS em 2026 é o pacote fiscal do Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio, que já é lei e se aplica independentemente da reforma:

  • Taxa autónoma de IRS de 10% para rendas habitacionais até 2.300 €/mês, desde 1 de janeiro de 2026 (art. 45.º-C do EBF, criado pelo DL 97/2026). Aplica-se a contratos novos e já existentes, às rendas auferidas de 1 de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2029, e o contrato deve estar registado nas Finanças. A AT confirmou que se aplica também ao arrendamento de casa a uma empresa, com cláusulas específicas.
  • RSAA, com isenção de IRS (0%), desde 1 de setembro de 2026, como alternativa à taxa de 10%. Os dois regimes não se somam: veja o quadro completo em IRS das rendas em 2026 e faça as contas na calculadora de IRS das rendas.
  • Coeficiente de atualização das rendas para 2027: 2,56%. O INE apurou-o a 10/09/2026 com a inflação de agosto (ECO, 10/09/2026) e é oficial desde o Aviso n.º 24199/2026/2, publicado em Diário da República a 1 de outubro de 2026. Faça as contas na calculadora de atualização de renda 2026/2027.

Do lado do inquilino, o IRS passa pelos recibos de renda: sem recibo não há prova de pagamento para a dedução. O guia dos direitos do inquilino explica o que pode exigir.

As críticas: inquilinos e Deco

A Deco e associações de inquilinos de Lisboa e do Porto contestam a proposta. Alertam que cauções sem teto, sem mecanismo garantido de devolução, e prazos de despejo mais curtos transferem risco para quem arrenda (idealista, 25/09/2026). O Jornal de Negócios titulou que a lei “transfere o risco de forma desproporcionada” para os inquilinos.

Para os senhorios, a leitura prática é simples: caução e despejos são os pontos mais contestados e os mais prováveis de serem alterados antes da votação final.

Senhorio e inquilino a assinar um contrato de arrendamento segundo a lei em vigor
Assinatura de um contrato de arrendamento perante a lei em vigor · Foto: Anastasia Shuraeva / Pexels

O que fazer já nos seus contratos

  1. Aplique a lei atual a qualquer contrato assinado hoje: caução até 2 rendas, antecipação até 2 meses e a regra atual de 3 meses de incumprimento.
  2. Não redija cláusulas “a pensar” na reforma. Uma cláusula que só seria válida com a lei nova é contestável agora.
  3. Ponha o dossier em ordem: contrato escrito, registo do contrato na AT e recibos eletrónicos em dia. Um contrato não registado arrisca coima, e os recibos de renda eletrónicos são a prova de qualquer cobrança. Qualquer despejo mais rápido só funciona com tudo documentado.
  4. Prepare a atualização de 2027 com o coeficiente de 2,56%, respeitando a comunicação com 30 dias de antecedência.
  5. Acompanhe o processo: atualizamos este artigo após cada votação.

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Perguntas frequentes

A nova lei do arrendamento já está em vigor?

Não. A Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª, de autorização legislativa, foi aprovada na generalidade a 30 de setembro de 2026. Seguem-se a especialidade e a votação final global; depois, o Governo aprova o decreto-lei, que tem de ser promulgado e publicado em Diário da República. Até lá aplicam-se as regras atuais.

Quando entra em vigor a nova lei do arrendamento?

Ainda não há data e nenhuma fonte fiável a indica. Falta a especialidade, a votação final global, o decreto-lei do Governo, a promulgação e a publicação em Diário da República. A lei só vale a partir da data de entrada em vigor que o decreto-lei fixar. Até lá aplicam-se as regras atuais.

Onde está o PDF da nova lei do arrendamento?

O texto disponível é o da Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª, com cerca de 75 páginas, no site da Assembleia da República (iniciativas legislativas, PPL 103/XVII) e na LexPoint. É uma proposta, não a lei final: o texto pode mudar na especialidade.

A nova lei do arrendamento já saiu em Diário da República?

Não. Ainda não existe decreto-lei nem publicação em Diário da República. Um PDF que circule como “decreto-lei da nova lei do arrendamento” é a proposta de lei ou o pacote fiscal do Decreto-Lei n.º 97/2026, que é outra coisa. Ligaremos aqui ao texto oficial no dia da publicação.

A nova lei do arrendamento muda o IRS das rendas?

Não. A reforma do NRAU não mexe no IRS. O que mudou em 2026 foi o Decreto-Lei n.º 97/2026, que já está em vigor: taxa de 10% nas rendas habitacionais até 2.300 €/mês (art. 45.º-C do EBF), desde 1 de janeiro de 2026, e isenção no RSAA desde 1 de setembro de 2026.

A nova lei aplica-se aos contratos que já tenho?

Depende das regras de transição do decreto-lei final, que ainda não existe. Hoje não muda nada: os contratos em curso e os que assinar agora seguem o Código Civil e o NRAU em vigor. Confirme as regras de transição no Diário da República quando o diploma for publicado.

O que muda para os inquilinos com a nova lei?

Se a proposta passar como está: despejo a partir de 2 meses de atraso, até 3 rendas antecipadas, caução sem teto, renovação sem esperar 3 anos e rendas antigas atualizáveis, com proteção de idosos. O acordo PSD–Chega prevê limitar cauções e rendas antecipadas. Nada disto se aplica ainda.

Posso pedir 3 rendas de caução num contrato novo?

Hoje não. O art. 1076.º do Código Civil limita a caução a duas rendas e a antecipação de rendas a dois meses. A proposta retira o limite à caução e sobe as rendas antecipadas para três, mas só depois de entrar em vigor, e o acordo PSD–Chega prevê limitar estes valores na especialidade.

Com a nova lei, posso despejar ao fim de 2 meses sem pagamento?

Se a proposta for aprovada como está, o despejo passa a ser possível ao fim de 2 meses de incumprimento, em vez de 3. Até à entrada em vigor, continua a aplicar-se o prazo atual do art. 1083.º, n.º 3, do Código Civil.

Quanto posso aumentar a renda em 2027?

Até 2,56%, o coeficiente fixado pelo Aviso n.º 24199/2026/2 (Diário da República, 1 de outubro de 2026). Não depende da nova lei do arrendamento.

Informativo, não constitui aconselhamento jurídico. Este artigo descreve uma proposta legislativa em discussão, cujo texto pode mudar. Confirme sempre as regras em vigor no Diário da República ou junto de um advogado antes de decidir.

Fontes: Jornal Económico, 30/09/2026 · Renascença, 30/09/2026 · idealista, 23/09/2026 · idealista, 25/09/2026 · Jornal de Negócios · ECO, 10/09/2026 · Código Civil, arts. 1076.º, 1083.º e 1097.º · NRAU, art. 36.º. Para o quadro legal completo, veja o NRAU explicado para senhorios e o guia completo do arrendamento em Portugal.

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