Esta é a pergunta que muitos senhorios fazem — e a resposta depende de números concretos, não de opiniões. Neste artigo mostramos como fazer a conta: qual é o custo de um impagamento sem seguro e como o comparar com o prémio anual de uma apólice.
O essencial em 30 segundos
- Um seguro faz sentido quando o custo esperado de um impagamento (probabilidade × prejuízo) supera o prémio anual.
- O prejuízo vai muito além das rendas em falta: soma custas, honorários, reparações e meses sem inquilino.
- O prémio depende da seguradora, do contrato e do perfil do inquilino: peça cotação por escrito. A Aluseg não comercializa seguros nem indica preços.
- Faça a conta com os seus valores no simulador abaixo.
Quanto Custa Realmente o Impagamento?
A maioria dos senhorios subestima o custo total de um processo de despejo. Não se trata apenas das rendas não pagas: há uma série de custos adicionais que se acumulam.
Componentes do prejuízo:
- Rendas não pagas durante todo o processo
- Custas do PED e agente de execução
- Honorários de advogado, se houver oposição
- Reparações pós-despejo
- Período sem receita entre a saída e o novo inquilino
Exemplo aritmético, com números redondos e sem valor estatístico: com uma renda de €900/mês e um processo de 9 meses, só as rendas não pagas somam €8.100 (900 × 9), antes de qualquer outro custo.
Prémio Anual vs. Perda Potencial
A conta tem duas partes:
- Prémio anual: o valor que a seguradora lhe indicar na cotação.
- Perda esperada por ano: probabilidade de impagamento × prejuízo total de um caso.
Se a perda esperada superar o prémio, o seguro compensa em média. O ponto de equilíbrio (break-even) é o prejuízo de um caso a dividir pelo prémio anual: o número de anos de prémios que um único impagamento “paga”.
Calculadora: Insira a Sua Renda e Veja os Números
Use o nosso simulador do custo de um impagamento para simular:
- A perda estimada em caso de impagamento sem seguro
- A ordem de grandeza do prémio de mercado, a partir de fontes públicas
- O número de anos necessários para o seguro “se pagar a si próprio”



